quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Briatore diz que saiu para salvar a equipe Renault

O italiano Flavio Briatore disse que deixou o comando da Renault para salvar a escuderia francesa antes da reunião com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), marcada para a próxima segunda-feira. O dirigente deixou a Renault junto com o chefe de engenharia, Pat Symonds, na quarta-feira.

Flavio Briatore foi acusado de ter forçado o piloto brasileiro Nelsinho Piquet a bater de forma proposital no GP de Cingapura do ano passado para beneficiar seu companheiro de equipe Fernando Alonso, que acabou vencendo a prova após a entrada do safety car.

Briatore afirmou nesta quinta-feira que deixou a escuderia pensando que a FIA possa abrandar a punição da equipe.

- Estava tentando salvar a equipe. É meu dever. É por essa razão que abandonei o time - disse o ex-dirigente a um jornal britânico.

Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, lamentou que a carreira de Briatore tenha chegado ao fim desta forma.

- Não podemos mais defendê-lo. O que ele fez foi totalmente desnecessário. É uma pena que tenha acontecido isso. Ele havia me dito há algum tempo que não gostaria de terminar como eu, lidando com carros na minha idade. Ao menos ele se salvou dessa situação - disse o dirigente.

Ecclestone também falou que a categoria vai saber sair por cima de mais um escândalo.

- A categoria já se recuperou várias vezes quando afirmaram que estava acabada. Foi o caso da morte de Ayrton Senna e quando Michael Schumacher se aposentou - disse Bernie Ecclestone.

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